sábado, 10 de setembro de 2011

Cedo nos encontraremos
Se dor
encontraremos
Sê dor nos
encontrarmos
Sei dor, encontramos
Encontraremos dor eu sei.

Eis crever

para grafo
dissertativo inargumentável
título vão
estrofe falha
falta atenção
contra-po-dição
mas quês clichês!
escrever-te-ei
nada tereis
para grafo
para escrever
por que pra quê?
o que escrever?

domingo, 24 de julho de 2011

Puta tatuador

Puta tatua a dor
a dor
que deveras sente
por puta dela fazerem

Puta tatua a dor
a dor
que deveras gozam
enquanto a ela há não

Puta tatua a dor
a dor
que deveras dói
ante seios, lábios, nádegas e pernas

Puta tatua a dor

a dor
que puta tatuador
no seu coração tatuou.



Reflexão pós peça Anatomia Frozen, 24/04/11

segunda-feira, 11 de julho de 2011


Enquanto ainda poucos de nós puderem acreditar nisso.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Ninguém aprendeu desse jeito ou é assim mesmo. Ninguém sabe nada, ninguém é nada! Ninguém tá é sendo, sendo um ninguém hoje e amanhã já outro ninguém. Ninguém sempre metamorfose, seres inacabos são. Mundo de ninguém esse!
Minha vida é dual
dupla
dúbia
Faço planos pra mais tarde, ela vem, intrometida e desconserta.
Me aqueço pra andar, ela me põe a correr,
ou me perco nela mesma.
Minha vida em dueto canta a mim e eu a canto.
Minha vida: duplo des-encontro.

sábado, 2 de julho de 2011


Hoje eu te permito tudo! Chora, grita, arranha versos na parede até sairem tuas unhas! Ouve e repete todas as músicas melancólicas que colecionaste! Depois pega a maquiagem e revê todos os personagens que já foram feitos, criados, perdidos e desmaquia um a um. Não olha no espelho. Conta teus amigos no dedo. Conta os carneiros, e as telhas, e o escuro. E sonha com estrelas. Porque hoje eu te permito tudo, mas amanhã é outro dia.

 
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