quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Ser-de


Essa sede me incendeia
Feito assédio, é assaz.
Me enumera
Empilhadeira.
Me enfileira
Me quer mais.
Busco o copo à prateleira.
Nada encontro.
O corpo cai.
Me encandeio e digo venha
Fecho os olhos, colo lábios
Cedo a ela
E sou dela


Sonsa a ela me sou mais.
Mas me deixe um espaço pra ouvir teu vir.
Não me fale a ponto de pontear o ponto.
Me deixe um pontilhado pra dizer depois.
Mas me dê um passo de pôr outros passos.
Não me fale falta de faltar o tempo.
Toque aquela música de dançar depois.
Mas me diga adeus de dizer olá.
Sim me diga volto quando for já vou.
E eu te digo estou, e eu te digo sou.

sábado, 10 de setembro de 2011

Ai, de ti arte das musas agregadas
Que de mim me varre em ti
me desfigura numa olhada
Teu tom e teus silêncios
No meu mantra enternizado
Te fotografo, te volto a obra
em ruínas descascadas.
Quando eu acreditava em gnomos, os gnomos acreditavam em eu.
Fama porque famaram
disseram que era bom
famaram o que era ruim
e todos dizem que é bom
Cedo nos encontraremos
Se dor
encontraremos
Sê dor nos
encontrarmos
Sei dor, encontramos
Encontraremos dor eu sei.

Eis crever

para grafo
dissertativo inargumentável
título vão
estrofe falha
falta atenção
contra-po-dição
mas quês clichês!
escrever-te-ei
nada tereis
para grafo
para escrever
por que pra quê?
o que escrever?
 
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